terça-feira, 26 de março de 2013

Bode é brasileiro: um soneto alexandrino


Não se pode fingir que está tudo normal.
Já há muito se escuta o balido do Mal.
A nação recusou-se a lutar quando pôde.
Só lhe resta jazer sob os cascos do bode.

Erigiu-se um mito em que a gente apostou.
Sem pudor, e ao contrário, ele veio e afagou
O ego dos bacharéis, que o tomaram por Cristo.
Coisa bem especial que ninguém tinha visto.

Exigiu, sem alarde, o que é tão precioso.
Ofertou o que há de mais baixo no mundo.
Fisgou uns com lisonja e com seu ar jocoso.

E comprou outra parte até pagando pouco.
Barganhar, apoucar, eis o seu dom imundo.
Mas quem a su'alma vende é que deve estar louco.

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